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quinta-feira, 7 de abril de 2011
PROJETO CHARÃO - Biólogos estudam nova espécie

Há quase 20 anos pesquisando sobre os hábitos do Papagaio Charão em Carazinho, o projeto auxiliou para o aumento do número de indivíduos na região e agora volta a sua atenção também para o Papagaio do Peito Roxo, outra espécie que busca dormitório no município
Os biólogos Élinton Rezende e Thalita Batistella, do Projeto Charão, estão ampliando suas pesquisas no município e estudando também outra espécie de papagaio que habita a região, o Papagaio do Peito Roxo.
 
Os pesquisadores resolveram voltar sua atenção também para essa espécie por notar que ela está fixando seus dormitórios nos mesmos locais em que o Charão se estabelece. Thalita comenta que, em relação à aparência os dois não são muito parecidos. "Uma diferença óbvia é no tamanho, já que o Charão tem de 35 a 38 cm e o Peito Roxo tem de 38 a 42 cm. Percebemos também que a vocalização do Peito Roxo é mais rouca e ele não é muito fiel ao seu dormitório como o Charão", explica.
 
O dormitório é o local onde todos os indivíduos da espécie se reúnem no final no dia e, ao amanhecer, antes de nascer o sol, eles se dispersam novamente. Na BR 386 existe um dormitório de Charão, onde a espécie passa as noites entre o final do mês de janeiro e início de maio. A partir desse período eles começam a migrar e, praticamente todos, dirigem-se para Lajes/SC, onde buscam o pinhão, seu principal alimento.
 
Segundo a bióloga, dessa alimentação vai depender a reprodução. "Em agosto e setembro eles já começam a procurar árvores ocas para a reprodução. Eles só se reproduzem no Rio Grande do Sul", complementa.
 
Ela também comenta que depois da época do pinhão eles acabam retornando para os lugares dos dormitórios, mas o interessante é que os filhotes não voltam com os pais, há uma troca de grupos. "Isso é bom, porque tem uma troca gênica, o que auxilia para que eles nunca venham a ter problemas genéticos", ressalta.
 
O Papagaio do Peito Roxo, assim como o Charão, é uma espécie ameaçada de extinção, porém ainda não se sabe a gravidade do problema, já que não existem muitas pesquisas sobre ele. "Nós começamos a estudar o Papagaio do Peito Roxo em 2009, mas a espécie não é nova, só não foi muito pesquisada e para conhecer bem é preciso pesquisar. O charão, por exemplo, faz 20 anos que se estuda e ainda não sabemos tudo a seu respeito", salienta Thalita.
 
FONTE -  Diario da Manhã

Postado por WM Internet as 11:27 e tem 0 comentarios
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